sexta-feira, 20 de abril de 2012

SEMENTE


Nessa noite de lua cheia; 
Quero voar os muros,
Telhados e terrenos abandonados.

Sei que no seu jardim há flores perfumadas.
Talvez faça de suas folhas uma breve poesia com prova;
Antes que Caiam no chão em desgraça. Sublimem as pétalas o outono;
Adubando a terra com nosso amor de primavera.

Quero ouvir essa noite de lua cheia, 
Os bichos noturnos; e sentir medo pelo desconhecido.
E nesse espaço que separa meu passado árido do seu jardim florido;
Entrego-te meu coração bandido; e de baixo dessa goiabeira cavo meu túmulo.

Esperarei paciente toda a primavera logo aqui; embaixo de tua raiz.  
Talvez por uma aparição; um relâmpago que me ressuscite.
Um louva-adeus que em mim acredite que eu possa te fazer feliz.

E quando vier o inverno chovendo ventos frios,
A goiabeira tiver sem folhas, 
Os homens hibernando em suas casas aquecidas.

Estarei aqui para te proteger dos tempos rigorosos; 
crescendo como uma erva do tempo.

Brotando do chão, bem devagar. Te devorando em toda noite de luar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário