Nessa noite de lua cheia;
Quero voar os muros,
Telhados e terrenos abandonados.
Sei que no seu jardim há flores perfumadas.
Talvez faça de suas folhas uma breve poesia com prova;
Antes que Caiam no chão em desgraça. Sublimem as pétalas o
outono;
Adubando a terra com nosso amor de primavera.
Quero ouvir essa noite de lua cheia,
Os bichos noturnos; e sentir medo pelo desconhecido.
E nesse espaço que separa meu passado árido do seu jardim
florido;
Entrego-te meu coração bandido; e de baixo dessa goiabeira
cavo meu túmulo.
Esperarei paciente toda a primavera logo aqui; embaixo de
tua raiz.
Talvez por uma aparição; um relâmpago que me ressuscite.
Um louva-adeus que em mim acredite que eu possa te fazer
feliz.
E quando vier o inverno chovendo ventos frios,
A goiabeira
tiver sem folhas,
Os homens hibernando em suas casas aquecidas.
Estarei aqui para te proteger dos tempos rigorosos;
crescendo como uma erva do tempo.
Brotando do chão, bem devagar. Te devorando em toda noite de luar.
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