sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


SONHO DE SAL


T i v eu m d e j a v ud a c o r d om a r


a z u i s  e r a m  o s  o l h o s  d a  c r i a n ç a

T  e  m  p  e  s  t  a  d  e l  i  n  d  a  m  i  n  h  a  m  ã  e  I  e  m  a  n  j  á

Renovando toda a esperança

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


PER-VERSO

Sucos, lábios, ovários.
Dedos, escrotos, protozoários.
Hermenêutica, termodinâmica, punheta.
Falo, prosa, boceta.
...
Infantil o poema carnal que explana o óbvio.
...
Entre o pervertido e o moralismo;
Carne, afeto coração.
Pouca glicose me basta;
Com esse poema perdido
Esse corpo se gasta.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


MOMENTO

Amanhece.
o sol atrás do prédio;
vesti-se de luz.

Em sua base moderna,
dorme um moço.

Agora o vejo:
céu e terra o estão vestindo,
roupagens de verão!

Um grisalho cão - seu amigo -
esbarra na calçada,
um rico ser sem visão.

Abre os olhos,
homem das cavernas,
um pão, café; Gole de cachaça;
nas cinzas quartas feiras orquestradas.

Lamenta muito entre a sujeira,
lembra-se da humildade adquirida,
suspirando um tanto na rua Mangabeira.

Já lúcido,
sentado ao chão,
com o corpo vazio,
em mais um ano de carnaval,
suspira o mendigo sultão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


FLUTUANTE

a lente reflete ao ambiente
vejo homens usando a mesma camisa
de algodão - Stanley Kubrick
ao redor do mundo

na muralha do chá...
o premier
um moço
um frango
empresário camponês
é xadrez

ao abate a lente se quebra
preso na redoma
de uma bola de gude
existe um cristal
em paralaxe
brilhante

onde ao luar
faço uma reza
antes de mergulhar