sexta-feira, 29 de março de 2013

ENGENHO-SA

morena mascavo
sabor adocicado

refinada
refina-se

adoçaria a chuva
e o confeiteiro

domingo, 24 de março de 2013


RESUMO

Corre entre os pés arcaicos, a lama, do primeiro ser humano que amou e, portanto, morreu nos braços da própria fera. O homem corre sem saber para onde, atravessando o relógio e o tempo, rios, montanhas, construindo morada, gerando instituições, crenças, costumes, muros, castelos, exércitos escritos. Esse moço mata-se, come-se – o próprio rabo, [não a cobra] de Eva e Adão – e sim sendo ser, filho de Abraão.

Olhando o horizonte pasmos com os resultados inesperados, ficamos surdos com a explosão do futuro. Granada: máquina indumentária de desgraça, floreia o uso orgânico do cadáver, renova-se a flor romântica, fertiliza o solo, as escolhas, o futuro, a semente, germe epidérmica.

Pastamos iguais filhotes perdidos na maquina do tempo. Somos todos filhos do exato, acaso, do cientifico, um mito. Nas trilhas úmidas deixamos nosso espírito, nas matas, morros, nos jogamos ao vento, cavalgando mísseis estamos adentrando Troia, vermifugando plantações. Hoje oxidamos ao contato; (face to face) nunca mais, Marte e Lua nos esperam e essa terra planeta insolente, não suporta mais nossas birras, muito menos nossos agrados.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

CRENÇAS POEMAS

batuco esse agogô
feito de banguê
para meu povo bangulê
Onde calmamente banzemos ao luar

e nesse momento tenho um banzo
e a tristeza do preto velho
toma conta desse lado do continente

cai lagrimas de sal
de alegria
aos meus bantos lembrando
ao som desse batuque
dos búzios e berimbau

sexta-feira, 15 de março de 2013

AS CORES AO PÉ

vi um céu laranja
um arco-íris
formou-se outro
[dois arco-íri´s]
um fraco maior
sobrepondo
o forte menor
em semi circulo perfeito

alguns instantes mais...
uma névoa branca cobrindo-os
fechando um raio certeiro
entre os dois

fez-se fim em juiz de fora
fez-se tarde
no ponto lotado
na greve dos rodoviários