quinta-feira, 22 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012


ESTRADA


Já à noite
A escuridão menina
Desperta nesses brejos
Chuva calma – morfina
Encobre vistas cansadas
Absorve estrias e palmadas

A noite embriaga
Até a mais nobre alma

sábado, 3 de novembro de 2012


SOMBRA DO TETO 

Móveis são imóveis por natureza
Uns dias foram

Diferente da cortina dançando ao vento
Ar sólido da morada

Sinal de radiodifusão invadindo cantos
Pragmatismo solúvel

Ventilador e TV são amigos inseparáveis
Essa cama continua virgem

Pardieiro vazio é estomago morto de fome
Todas as lembranças 
gritando seu nome

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


ANDAIMES

Desfaço-me dessa boca rubincuda
Desses lábios nego o ósculo
Mais adiante corro célere
Para outros braços inócuos

Finalmente encontro-me incólume
Bem distante desses rostos supérfluos
Encontro sempre um moço loquaz
Recém saído de uma súcia traí 

Achando diante disso tudo que sou pacóvio
Perscruto em rabanetes de flores nessas almas mordazes
Um vácuo imenso nesses bandos sociais
Capela degusta a última parte da história
Nesse mundo há jovens plissados