NATIVO
SUBJETIVO
Onde o sol se
esconde, onde a vista não alcança, chegaram homens com maquinas, matando meu
povo pelo ar.
Roubaram
minha história, inventaram a dignidade.
Venderão a
minha terra, derrubarão a floresta, transformarão em pasto, o que não tem preço
no mercado.
Perdi minha
nação, meu povo me perdeu, o mundo me ganhou.
Cheguei na
terra do poeta, do imaginário verdadeiro, da loucura imortal, vida simbólica, pura e
simples.
Homem de
carne e osso, em satisfação com o nada, existência aglomerada em dores, vida
que só é vida, porque não é para sempre.
Em busca do
sempre suga do tempo, o corpo reclama a alma pede mais.
Vícios
carnais, prazeres sobrenaturais.
O poeta
morreu. De cansaço, câncer linfático.
O câncer
virou poesia, a morte ficou mais bela.
Depois
entendi...
Os homens das
maquinas, são o câncer da minha vida.
Meu povo, minha
terra, seria o humano poeta.
eu...
Sou a morte
que ficou mais bela.
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