sexta-feira, 6 de abril de 2012


NATIVO SUBJETIVO

Onde o sol se esconde, onde a vista não alcança, chegaram homens com maquinas, matando meu povo pelo ar.
Roubaram minha história, inventaram a dignidade.
Venderão a minha terra, derrubarão a floresta, transformarão em pasto, o que não tem preço no mercado.
Perdi minha nação, meu povo me perdeu, o mundo me ganhou.


Cheguei na terra do poeta, do imaginário verdadeiro,  da loucura imortal, vida simbólica, pura e simples.
Homem de carne e osso, em satisfação com o nada, existência aglomerada em dores, vida que só é vida, porque não é para sempre.
Em busca do sempre suga do tempo, o corpo reclama a alma pede mais.
Vícios carnais, prazeres sobrenaturais.

O poeta morreu. De cansaço, câncer linfático.
O câncer virou poesia, a morte ficou mais bela.
Depois entendi...
Os homens das maquinas, são o câncer da minha vida.
Meu povo, minha terra, seria o humano poeta.

eu...
Sou a morte que ficou mais bela.

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