quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CONEXÃO


Cavo a história.
mudo-a.

nestes cantos
calos 
de areia
do mundo,

me mudo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

OUTUBRO

Agosto
passa
ao gosto
de quem fica


a gosto
setembro
chega
neste amor de abril 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

UM AMOR POR VIDA

desfaço destes pecados 
insalubres
não tão maldosos 
de malandragens 
adquiridas
nas ruas mal tidas
“ontens” ditas
desfaço tarde
pois amor
quase perdi
me perdi
indo
 vencido
pelo bem
por este coração
que agora é só amor

terça-feira, 23 de julho de 2013

PREFÁCIO

dia frio de Amarildo`s sumidos;
Papas entre milhões - de modernos vivos
carros blindados em meio a névoa
juventude perdida entre o romance e a política
ela longe - esse dia parece treva
coração mais que vivo
este amor é manifestação popular

constante revolução de certezas  

domingo, 23 de junho de 2013

PRÓLOGO DO ESPIRITO

O bem grita nosso nome;
a virtude e a carne disputam;
nossos momentos verdadeiros.

Neste pouco tempo;
curamos o mundo;
criamos sonhos;
desfazemos pesadelos.

Mesmo que tentados a eclodir;
nos amamos de corpo inteiro.

E não adianta estar cheio de gente;
estas tantas almas em nosso passado recente;
[pois sabemos]
que seja pra sempre;
que o “enquanto dure”, nos nutre.

Hoje mais que nunca;
quero acordar ao seu lado;
levantar a essência;
sublimar a materialidade;
levantar ancião;
no primeiro momento de desencarne;
olhar seus olhos e ver o reflexo deste amor;
no horizonte infinito da eternidade.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

LíQUIDO

Essa é a hora ingrata
transforma sol em tempestade
amor em inimizade

apesar de ser grande demais
este que bate no peito

perfura o estômago

aborta o pensamento
sopra o coração


toda vez que iniciamos
intermediamos
e não terminamos
uma discussão 

sexta-feira, 24 de maio de 2013


MOMENTO 
                 
olhos nos olhos.
é irreal, eu sei.
não cabe,
transborda,
a gente outra vez.

quarta-feira, 8 de maio de 2013


FUlMINANTE


mulher outonal;

amor poente de primeiro verão,

É luz.
por uma só fresta;

entra toda a vida,
que o sol me empresta.
PENSAMENTO

amar e não estar perto
é pressentir
fome
angustia
febre

sentir
frio
sono
vazio

enxergar
escorrer pelo cabelo
amor neutro
cheiro de bebê

lembrando
buscando ela
é quase sentir

é pesadelo dos maiores medos
o não estar perto

mas isso fica
entre mim e ela

segunda-feira, 22 de abril de 2013


IMIGRANTE

Agreste de ambos os lados
me traz pra frente
verborragia resistente
naquele moço lambendo rapadura
açoita-se a mula erudita
vira noticia fácil nas margens férteis
dos jornais

Esse solo juntou pilhas de corpos
alcalinos fervorosos
no passado

hoje só há de parir grandes morangos
faz-se Celestino lembrar
do branquidão pobre
anêmico solo canavial
em Recife Berlin

dantes vindo a adquirir
Territorialidade
Celestino – açoitado novamente
filhos de Hegel
criam barbárie

quarta-feira, 10 de abril de 2013


LIVRO DE 100 ANOS

a porta aberta, essa ingrata, continua aberta
permite que a luz adentre esse chão mascavo
azeda minhas pálpebras a tiracolo
desconfortável momento, assombro

esse sol
insiste com medo
em me lembrar
do mundo lá fora

prefere aparecer
sempre maior e forte
nesse corredor assombrado

contaminando com vida
essa melancolia 

sábado, 6 de abril de 2013


CALÇADAS

pergunta-me como estou?
estou bem.

resignado nesses dias;
a esperar o esperado;
acaso combinado.

ruas nos separam.
estamos sempre nessas esquinas;
como putas á esperar as horas.

a madrugada malvada;
nos leva a ser, querer;
o que não queremos.

Sejamos infantis.
Pois somos muito maduros;
para uma noite tão traiçoeira.  

sexta-feira, 29 de março de 2013

ENGENHO-SA

morena mascavo
sabor adocicado

refinada
refina-se

adoçaria a chuva
e o confeiteiro

domingo, 24 de março de 2013


RESUMO

Corre entre os pés arcaicos, a lama, do primeiro ser humano que amou e, portanto, morreu nos braços da própria fera. O homem corre sem saber para onde, atravessando o relógio e o tempo, rios, montanhas, construindo morada, gerando instituições, crenças, costumes, muros, castelos, exércitos escritos. Esse moço mata-se, come-se – o próprio rabo, [não a cobra] de Eva e Adão – e sim sendo ser, filho de Abraão.

Olhando o horizonte pasmos com os resultados inesperados, ficamos surdos com a explosão do futuro. Granada: máquina indumentária de desgraça, floreia o uso orgânico do cadáver, renova-se a flor romântica, fertiliza o solo, as escolhas, o futuro, a semente, germe epidérmica.

Pastamos iguais filhotes perdidos na maquina do tempo. Somos todos filhos do exato, acaso, do cientifico, um mito. Nas trilhas úmidas deixamos nosso espírito, nas matas, morros, nos jogamos ao vento, cavalgando mísseis estamos adentrando Troia, vermifugando plantações. Hoje oxidamos ao contato; (face to face) nunca mais, Marte e Lua nos esperam e essa terra planeta insolente, não suporta mais nossas birras, muito menos nossos agrados.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

CRENÇAS POEMAS

batuco esse agogô
feito de banguê
para meu povo bangulê
Onde calmamente banzemos ao luar

e nesse momento tenho um banzo
e a tristeza do preto velho
toma conta desse lado do continente

cai lagrimas de sal
de alegria
aos meus bantos lembrando
ao som desse batuque
dos búzios e berimbau

sexta-feira, 15 de março de 2013

AS CORES AO PÉ

vi um céu laranja
um arco-íris
formou-se outro
[dois arco-íri´s]
um fraco maior
sobrepondo
o forte menor
em semi circulo perfeito

alguns instantes mais...
uma névoa branca cobrindo-os
fechando um raio certeiro
entre os dois

fez-se fim em juiz de fora
fez-se tarde
no ponto lotado
na greve dos rodoviários

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


SONHO DE SAL


T i v eu m d e j a v ud a c o r d om a r


a z u i s  e r a m  o s  o l h o s  d a  c r i a n ç a

T  e  m  p  e  s  t  a  d  e l  i  n  d  a  m  i  n  h  a  m  ã  e  I  e  m  a  n  j  á

Renovando toda a esperança

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


PER-VERSO

Sucos, lábios, ovários.
Dedos, escrotos, protozoários.
Hermenêutica, termodinâmica, punheta.
Falo, prosa, boceta.
...
Infantil o poema carnal que explana o óbvio.
...
Entre o pervertido e o moralismo;
Carne, afeto coração.
Pouca glicose me basta;
Com esse poema perdido
Esse corpo se gasta.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


MOMENTO

Amanhece.
o sol atrás do prédio;
vesti-se de luz.

Em sua base moderna,
dorme um moço.

Agora o vejo:
céu e terra o estão vestindo,
roupagens de verão!

Um grisalho cão - seu amigo -
esbarra na calçada,
um rico ser sem visão.

Abre os olhos,
homem das cavernas,
um pão, café; Gole de cachaça;
nas cinzas quartas feiras orquestradas.

Lamenta muito entre a sujeira,
lembra-se da humildade adquirida,
suspirando um tanto na rua Mangabeira.

Já lúcido,
sentado ao chão,
com o corpo vazio,
em mais um ano de carnaval,
suspira o mendigo sultão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


FLUTUANTE

a lente reflete ao ambiente
vejo homens usando a mesma camisa
de algodão - Stanley Kubrick
ao redor do mundo

na muralha do chá...
o premier
um moço
um frango
empresário camponês
é xadrez

ao abate a lente se quebra
preso na redoma
de uma bola de gude
existe um cristal
em paralaxe
brilhante

onde ao luar
faço uma reza
antes de mergulhar

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

LÂMINA

a água corta a pedra
100 anos.

fatia minha alma
300.

em pequenos orvalhos
de eternidade
CONFORTO

hoje estamos abastados
confortados
saciados

despidos de medo
em afluência de amor

ao vento
COR

Esse frutO
essE jambo

boca na poLpa
veRão nos trópicos

dialética

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


LONA

esses guardas
desviam essas gotas
oprime o contato
espantam os pássaros
na brisa sentindo a chuva

sábado, 5 de janeiro de 2013

MIL PALMOS

Mas esse país nega-me o equilíbrio.

Na natureza, Ceres de luto;
Canta espiando as arvores sem fruto;

A canção prostituta do latifúndio.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A PÉ

Em terras Paraguaias
Sou arqueiro querubim
Pataxó guarani
Terra
Raiz
Mulato infeliz
5 AM

Famosa é essa hora
Parece usar óculos
Mas é só vertigem

Essas luzes...
Alumiam o braço
Mas fogem ao primeiro tato

Solidão

Lembro-me de lagrimas
Que não são minhas
buscando um caminho

Nisso tudo uma flora
Uma música...
Lá fora

Destas almas
Amoras