sexta-feira, 6 de abril de 2012


ANNA E O VENTO

Surgiu no mundo, some na sombra, na noite.
Anna com olho de gata e tudo mais!
Derruba o vazo de flor.
Casa-grande abandonada, sem telha, nem porta.
Cai riscando um leve traço dourado no azul.

Uma flor de ipê - era gata.
Depois vai sem saltos,
Dona Anna apressada,
Correndo aos saldos.

Pé no chão.
Sem medo.
Sem postura.
Menina danada!
E quem não ama Anna? 

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