MEU EU AMANHÃ
(Impacto)
A força telecinética joga
meu corpo longe,
Metros e mais alguns
centímetros distante,
Perto da carcaça sem vida da
minha janta.
(Ouve-se um clarão)
Vê-se ao longe o estrondo
significante de bombas teleguiadas.
Volto-me já pálido a poça
d´água; Lavo o rosto.
Escreverei minha última
poesia em tom pós-apocalíptico.
Com o sangue do meu inimigo,
Sem esperança de algum ideal,
Como o último dia de
primavera - jovens corriam no parque.
Sem baques: não há mais
arvores; nem jovens.
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