domingo, 23 de setembro de 2012


LABIRINTO

Entro sem avisar nesse território.
Essa porta entreaberta surpreende-se com minha chegada.
Ando por vias desconhecidas e tento desvenda-las.
Tento novos caminhos;
Paro.
Olho.
Penso.
Perco-me nesse labirinto de pele, osso e mente;
Com mãos tateio o desconhecido;
Perco-me novamente em tuas curvas.

sábado, 22 de setembro de 2012

VELHOS

Não anda tão distante essa fadiga,
Nesse local existem almas em estado de graça,
Esses corpos ingerem biotônicos e energéticos,
Apesar de toda a euforia continuam inertes.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012


IN NATURA

Transformações.
Erudição urbana para nada,
Imerso no bucolismo pastoral,
Vacas e tios Barnabés,
Nessas roças selvagens de pedra,
Antônio´s de ternos, malucos das bolsas de valores.

Sirvo-me nesse balde de leite,
Nessas lentes de contato,
Nos notebooks de verão,
Nas Transformações semânticas,
Nos catálogos de domingo.

Missa de sétimo dia.
Barroquismo e poesia juvenil,
Tantos anos depois, continuo infantil – nas palavras, nos atos, no jeito.
Minha coragem adquirida com tanta melancolia, não me garantiu de nada.

Sinto Vergonha por tantas palavras ao vento.