sexta-feira, 6 de abril de 2012


O ARGONAUTA SOU EU

Argonauta de mundo, me espere no fim, me deixe navegar em prantos seus...
Argonauta da vida, nâo quero ser vitima, me espere crescer, não busque meu fim...
Homem certeiro, dispare em meu ser:

O inferno e o céu.
Álgebra e poesia.
Frio e calor.
Arte e capital.
Fossa e o monte.
Coração de um gigante.

Pois...

Sem destino quero vagar em meu barco de madeira.
Da arvore secular, da tribo milenar.
Do seu seio quero beber a água do rio,
O néctar da fruta,
O álcool da semente,
Dançar meus deuses, usufruir do espírito, libertar do meu ser a pureza do nativo.

Senhor que não creio...
Dê-me liberdade, me deixe à vontade com minha subjetividade.
Me deixe ser antes que tudo acabe, Argonauta de mim. 

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