FOLHA EM BRANCO
Há
poemas por ai;
Em
rostos.
Esquinas.
Na
tradição da mesma mão;
No
branco dos cabelos;
No
arrepiar dos pelos;
Na
prosa clichê.
Em
epidermes suaves;
Enrugava-se
experiência.
Em
gente que você nunca vê;
Um
poema a cada dia;
Transformando
essa brisa;
Mirando
os rostos.
Querendo,
vendo os corpos – se chocarem;
Voando com o olhar;
É
uma permissão.
Poemas são tua tatuagem,
O Amor, tenho a impressão de já tê-lo visto.
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