RETIRANTE
No
horizonte ao longe, bem longe...
Existem
homens aos montes;
Afetados pelos horizontes das cidades grandes.
Esses
homens bêbados, Esses montes cheios de calor;
Propagam
nas viúvas abandonadas a ansiedade da chegada,
O
sentimento mais que preciso da falta dos homens – de água.
Com
seus pequenos barrigudos, melequentos e cadáveres – filhos;
Sem
um homem que reconheça seu DNA;
com uma bola - é cabeça de cabra - que possam brincar.
Ahh...
Esses
montes insistem em tampar as vistas dessas mulheres sofridas;
Esse
horizonte maldoso antecipa as horas do dia dessas senhoras.
E
em suas estradas de terra, há muitas casas abandonadas;
Sem mulheres,sarnas,cabras ou portas;
Apenas ruas vazias com curvas perigosas, retas
que o sol desfaz com seu calor.
E
nas curvas dessas mulheres;
Se perdem as lembranças do toque, do afago,
Somem lentamente as marcas de porrada.
Da
mão do homem calejada de enxada.
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