segunda-feira, 7 de maio de 2012


RETIRANTE

No horizonte ao longe, bem longe...
Existem homens aos montes;
Afetados pelos horizontes das cidades grandes.

Esses homens bêbados, Esses montes cheios de calor;
Propagam nas viúvas abandonadas a ansiedade da chegada,
O sentimento mais que preciso da falta dos homens – de água.

Com seus pequenos barrigudos, melequentos e cadáveres – filhos;
Sem um homem que reconheça seu DNA; 
com uma bola - é cabeça de cabra - que possam brincar.

Ahh...

Esses montes insistem em tampar as vistas dessas mulheres sofridas;
Esse horizonte maldoso antecipa as horas do dia dessas senhoras.

E em suas estradas de terra, há muitas casas abandonadas;
Sem mulheres,sarnas,cabras ou portas; 
Apenas ruas vazias com curvas perigosas, retas que o sol desfaz com seu calor.

E nas curvas dessas mulheres;
Se perdem as lembranças do toque, do afago, 
Somem lentamente as marcas de porrada.
Da mão do homem calejada de enxada.

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