BAR
A lua na calada da noite;
Anuncia mais um festival de estigmas nesse local.
A fachada é ponto cult de jovens intelectuais;
Pseudo-marginais com copos americanos, pingas - baratas pisadas.
Alguns livres do todo mundano ou apenas coitados estigmatizados;
Com seus personagens folclóricos, bizarros em ilusões juvenis.
Vultos bucólicos em volta de grupos dentro de outros grupos;
São aparentados nas manchetes de jornais.
De vez em quando junta-se um ou outro desavisado no local;
Se assustando com a sujeira decimal de palavras e higiene dos indigentes.
Muitas e poucas são as sombras de pré-adolescentes em seus tênis de marca;
Ostentando orgulhosamente calças, orelhas, línguas e outras partes furadas.
Existe uma guerra sem fim com seus “eu`s”;
Perdido na menor parte cabível de suas vidas ingratas.
– Gente semi-hormonal – pele de cordeiro é um menino animal.
- Uma moça é raposa felpuda - Perdendo com pequenas prestações de finais de semana;
Sua falsa inocência nas sombras dessas ruas imundas.
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