domingo, 24 de março de 2013


RESUMO

Corre entre os pés arcaicos, a lama, do primeiro ser humano que amou e, portanto, morreu nos braços da própria fera. O homem corre sem saber para onde, atravessando o relógio e o tempo, rios, montanhas, construindo morada, gerando instituições, crenças, costumes, muros, castelos, exércitos escritos. Esse moço mata-se, come-se – o próprio rabo, [não a cobra] de Eva e Adão – e sim sendo ser, filho de Abraão.

Olhando o horizonte pasmos com os resultados inesperados, ficamos surdos com a explosão do futuro. Granada: máquina indumentária de desgraça, floreia o uso orgânico do cadáver, renova-se a flor romântica, fertiliza o solo, as escolhas, o futuro, a semente, germe epidérmica.

Pastamos iguais filhotes perdidos na maquina do tempo. Somos todos filhos do exato, acaso, do cientifico, um mito. Nas trilhas úmidas deixamos nosso espírito, nas matas, morros, nos jogamos ao vento, cavalgando mísseis estamos adentrando Troia, vermifugando plantações. Hoje oxidamos ao contato; (face to face) nunca mais, Marte e Lua nos esperam e essa terra planeta insolente, não suporta mais nossas birras, muito menos nossos agrados.  

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