RESUMO
Corre
entre os pés arcaicos, a lama, do primeiro ser humano que amou e, portanto,
morreu nos braços da própria fera. O homem corre sem saber para onde,
atravessando o relógio e o tempo, rios, montanhas, construindo morada, gerando
instituições, crenças, costumes, muros, castelos, exércitos escritos. Esse moço
mata-se, come-se – o próprio rabo, [não a cobra] de Eva e Adão – e sim sendo
ser, filho de Abraão.
Olhando
o horizonte pasmos com os resultados inesperados, ficamos surdos com a explosão
do futuro. Granada: máquina indumentária de desgraça, floreia o uso orgânico do
cadáver, renova-se a flor romântica, fertiliza o solo, as escolhas, o futuro, a
semente, germe epidérmica.
Pastamos
iguais filhotes perdidos na maquina do tempo. Somos todos filhos do exato,
acaso, do cientifico, um mito. Nas trilhas úmidas deixamos nosso espírito, nas
matas, morros, nos jogamos ao vento, cavalgando mísseis estamos adentrando
Troia, vermifugando plantações. Hoje oxidamos ao contato; (face to face) nunca
mais, Marte e Lua nos esperam e essa terra planeta insolente, não suporta mais
nossas birras, muito menos nossos agrados.
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