MOMENTO
Amanhece.
o sol atrás do prédio;
vesti-se de luz.
Em sua base moderna,
dorme um moço.
Agora o vejo:
céu e terra o estão vestindo,
roupagens de verão!
Um grisalho cão - seu amigo -
esbarra na calçada,
um rico ser sem visão.
Abre os olhos,
homem das cavernas,
um pão, café; Gole de cachaça;
nas cinzas quartas feiras orquestradas.
Lamenta muito entre a sujeira,
lembra-se da humildade adquirida,
lembra-se da humildade adquirida,
suspirando um tanto na rua Mangabeira.
Já lúcido,
sentado ao chão,
com o corpo vazio,
em mais um ano de carnaval,
em mais um ano de carnaval,
suspira o mendigo sultão.
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