terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


MOMENTO

Amanhece.
o sol atrás do prédio;
vesti-se de luz.

Em sua base moderna,
dorme um moço.

Agora o vejo:
céu e terra o estão vestindo,
roupagens de verão!

Um grisalho cão - seu amigo -
esbarra na calçada,
um rico ser sem visão.

Abre os olhos,
homem das cavernas,
um pão, café; Gole de cachaça;
nas cinzas quartas feiras orquestradas.

Lamenta muito entre a sujeira,
lembra-se da humildade adquirida,
suspirando um tanto na rua Mangabeira.

Já lúcido,
sentado ao chão,
com o corpo vazio,
em mais um ano de carnaval,
suspira o mendigo sultão.

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